A inocência dos desejos é a arte de prevalecer no próprio mundo, isolado de qualquer fator externo (até de Deus ou sei lá, talvez uma conversa isolada com quem queira) para que você possa se comunicar (até em silêncio). É inocente desejar qualquer coisa. Um amor sem ardência não é amor. Um ódio sem vontade de mudança, a maldade para se proteger (ignorância e egoísmo em pouquíssimos pingos) não é algo ruim de fato. A necessidade e a vontade de ter amigos, conhecer mais gente é completamente normal. Todo ser deseja o amor mesmo não acreditando nisso . Até eu desejo mesmo não acreditando no amor totalmente. O desejo é o que constrói, é o que comunica e é o que guia. Não há como ter uma lógica, alguma linha de raciocínio natural sem ter o que pensar. É a ardência que te leva a algum lugar. O desejo que te leva a qualquer lugar a qualquer custo, mesmo que seja necessitário desistir por um tempo. Mas a questão é: você entende o que deseja? Você precisa entender o que...
Robert Sapolsky (Neurocientista, escritor e professor de ciências biológicas e de neurologia e ciências neurológicas e de neurocirurgia na Universidade de Stanford nos EUA) - "Somos a soma do que não podemos controlar" Você é o fantasma resultante das escolhas e da natureza dos seus antepassados. Não existe livre arbítrio como o próprio Sapolsky diz. Ninguém é "puramente" real, e para mim, o livre arbítrio nunca é relacionado a ser "vivo', é mais na liberdade "rebelde", natureza mesmo porque isso é a base da sua arte. Das graças que você adquire e cria na vida, mas ai, ainda não é totalmente a sua "individualidade". Não é totalmente a natureza que te define, (Só por ela mesma, no caso. Muitos outros cientistas que criticam as ideias do Sapolsky falam que o livre arbítrio é algo muito além da metafísica e etc. E não só a parte biológica), porque ainda sim, existe a parte onde você cria "consciência" e um autoconhecimento...