A inocência dos desejos é a arte de prevalecer no próprio mundo, isolado de qualquer fator externo (até de Deus ou sei lá, talvez uma conversa isolada com quem queira) para que você possa se comunicar (até em silêncio).
É inocente desejar qualquer coisa. Um amor sem ardência não é amor. Um ódio sem vontade de mudança, a maldade para se proteger (ignorância e egoísmo em pouquíssimos pingos) não é algo ruim de fato. A necessidade e a vontade de ter amigos, conhecer mais gente é completamente normal.
Todo ser deseja o amor mesmo não acreditando nisso. Até eu desejo mesmo não acreditando no amor totalmente. O desejo é o que constrói, é o que comunica e é o que guia. Não há como ter uma lógica, alguma linha de raciocínio natural sem ter o que pensar. É a ardência que te leva a algum lugar. O desejo que te leva a qualquer lugar a qualquer custo, mesmo que seja necessitário desistir por um tempo.
Mas a questão é: você entende o que deseja?
Você precisa entender o que deseja (e o que te deseja) para não enterrar o seu desejo a algum dilema que seja superior a você, que te faça superior ou que faça o inferior ser superior. De todo modo, sempre irá cair em alguma tentação mas que tipo de tentação você prefere cair? Na tentação de rasgar um amor que definitivamente te ama ou de rasgar a possibilidade de alguém amar ao atentar ela? E isso não é exatamente sobre uma pessoa.
Você só cai em desgraça quando o desejo se torna um objetivo. O sentimento é apenas o literal sentido de arte na forma mais simples possível: no caso, tinta. Tinta que formula uma arte complexa. Não deve ser o objetivo, jamais. O sentimento é o que torna volátil, burro ou tolo e não digo pelo amor, digo em geral, um teimoso burro e não um teimoso inspirador. O sentimento não deve dar ou ouvir o veredito do mundo, deve apenas se comunicar.

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