Todo mundo defende a miséria sem perceber. A miséria é um dos piores parasitas, mas no caso do ridículo (para si). O tempo passa mas isso importa? O seu amor somente existe no pensamento, então. Nada dura para VOCÊ mas para a vida tudo dura, tudo é felicidade e para você que é o único otário que precisa aceitar que a vida é de um jeito e que não tem reparação. O tempo, a vida, o ódio, o amor andam juntas com uma única coisa: a morte. A morte te ensina a amar, te ensina a entender muitas coisas, muito mais do que só olhar para a vida mixuruca que você tanta implica a ligar. Você não ta vivo e então, para que lutar para defender o sofrimento? Se a vida é nada, se o material é nada, então porque você ainda tentar defender alguma dignidade? Você não ta defendendo o seu corpo. Não ta defendendo a sua alma e nem muito menos algum resto de dignidade, não consciente, afinal, é o seu corpo e o seu desejo que ainda te mantem vivo te empurrando (e não arrastando). Você é o probl...
A vida se aduba da morte enquanto ambas vivem no mesmo corpo, no caso: o seu.
Você é um parasita como tudo da vida, não existe algo que exista de forma independente sem ter sido um produto de alguma morte. Pois bem, a morte para muitos é simplesmente o fim, mas o resto, o lixo, o abandono aduba o receptáculo de outras vidas. Você se alimenta do sol, do oxigênio e daquilo que você devora, seja alimento, seja a ardência de todo o tipo de amor. E por falar em amor, essas obras amam você igualmente e elas se alimentam das vezes que você morreu, das vezes que você voltou dos mortos, da sua felicidade, da sua tristeza, do seu tesão e do seu ódio. Elas carregam e imortalizam a sua vida e cada parasita se adapta ao seu sofrimento ou aquilo que você tanto deseja mas acha que não consegue ter. Eles SÃO VOCÊ.
Esses parasitas são simplesmente o poço que você sempre se joga ao querer descansar de todos os males e erros que você cometeu e quer se esquecer da vida, mas não em algum vício ruim, mas descansando na própria alma e realmente vendo se você é realmente um monstro ou não.
Seja arte, seja morto. O vivo é efêmero e só vai encontrar um poço do fracasso para ele cair e ser esquecido pelo o que for que ele quer ser esquecido. O morto é imortal e faz parte da arte que ele respira, devora, ama, rasga. A vida é canibal e essas obras são a sua inocência.
Nome da pintura "A fraca felicidade da maturidade" - acrílica sobre a tela + poeira, 2025.

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