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Mostrando postagens com o rótulo natureza

Você luta por aquilo que já perdeu.

   Todo mundo defende a miséria sem perceber. A miséria é um dos piores parasitas, mas no caso do ridículo (para si). O tempo passa mas isso importa? O seu amor somente existe no pensamento, então. Nada dura para VOCÊ mas para a vida tudo dura, tudo é felicidade e para você que é o único otário que precisa aceitar que a vida é de um jeito e que não tem reparação. O tempo, a vida, o ódio, o amor andam juntas com uma única coisa: a morte. A morte te ensina a amar, te ensina a entender muitas coisas, muito mais do que só olhar para a vida mixuruca que você tanta implica a ligar. Você não ta vivo e então, para que lutar para defender o sofrimento?  Se a vida é nada, se o material é nada, então porque você ainda tentar defender alguma dignidade? Você não ta defendendo o seu corpo. Não ta defendendo a sua alma e nem muito menos algum resto de dignidade, não consciente, afinal, é o seu corpo e o seu desejo que ainda te mantem vivo te empurrando (e não arrastando). Você é o probl...

O tempo que nos trai

 O tempo é uma das coisas mais cobiçadas, ainda mais que o amor.   Ninguém controla direito e muito menos respeita o tempo mesmo tendo uma rotina sendo seguida a risca, nem mesmo eu que vivo o mesmo dia todo ano consigo respeitar o tempo fazendo as mesmas coisas de sempre que tanto gosto. Você almeja o tempo mas o tempo as vezes parece que não almeja você, e simplesmente continua a viver sem você, silenciosamente, enquanto você quem grita. Veja como você suplica pelo tempo: esperando. Você espera que algo aconteça para você poder fazer alguma coisa. Morto mas aflito e não como uma arte, imóvel silenciosamente de uma forma imponente e gritante. E ai, é o jogo de controle: Quem controla quem? Quem comanda quem? O clássico da filosofia. Sempre tem alguém controlando enquanto o outro simplesmente obedece. O jogo da natureza. O tal do alfa que mantém a tropilha (não digo matilha pois a origem do tal alfa é na verdade dos cavalos e não dos lobos. Uma informação que aparenta ser...

A natureza é mau, mas não vil (E você também é)

  A diferença do mau para o vil é que o mau ainda prevalece o bem, enquanto para o vil o mau é uma virtude e, principalmente, uma justiça. Para o vil não há vida que importa, nem a dele, por incrível que não pareça pois todo ser reconhece que ao entrar no território de outro ser e ainda destruir algo, vai ser degolado.   Toda natureza deseja alguma coisa, mesmo que não acredite naquilo, tal qual o Ateu desejaria que realmente um Deus bom existisse e tal qual o vil deseja que a sua natureza fosse real. Você deseja e espera que algo fosse real, tal qual a moral que te obriga a viver em uma lei que 50% age pelo bem, mas não com a intenção do bem. A lei é uma organização mas não uma obrigação de fato, nenhum ser vive diretamente com toda cláusula na cabeça e todo mundo é ruim nos olhos da lei. E então, eu te digo: a luz total é o retrato da arrogância. Não importa se é para o bem ou se é para o mau.  Para tudo e até no bom sempre haverá alguém que não ficará satisfeito c...

O trabalho interminado de Deus

    Eu não tenho religião nenhuma mas ainda sim, gosto de ouvir as histórias e até refletir sobre algumas vezes. Inclusive, uma das paradas que eu sempre penso em questão de Deus é sobre essa coisa de tornar todo mundo especial com destinos não a vistas ou previsíveis. Se você pensa nisso algumas vezes ou costuma chamar muito por Deus eu iria gostar de mais de discutir sobre isso com você: Se para Deus somos únicos e com destinos variados pra cada um, o que Deus ganha com isso? O que adiciona essa "missão" na existência desse "ser"? Comentem ai em baixo no blog!  A "alma", a essência de um ser é a cópia de um outro ser, não é perfeito. Uma escultura de sangue para ser uma criação única definitivamente e até divina pois em questão de Deus me faz sentido sermos pedaços dele, cada personalidade ou forma dele, tornando "ele" também imperfeito e a usa existência. Um paradoxo que ainda pode se expandir para algo além dele. O desconhecido não é impossív...

A obra-prima do vazio (livre arbítrio não existe)

   Robert Sapolsky (Neurocientista, escritor e professor de ciências biológicas e de neurologia e ciências neurológicas e de neurocirurgia na Universidade de Stanford nos EUA) - "Somos a soma do que não podemos controlar"    Você é o fantasma resultante das escolhas e da natureza dos seus antepassados. Não existe livre arbítrio como o próprio Sapolsky diz. Ninguém é "puramente" real, e para mim, o livre arbítrio nunca é relacionado a ser "vivo', é mais na liberdade "rebelde", natureza mesmo porque isso é a base da sua arte. Das graças que você adquire e cria na vida, mas ai, ainda não é totalmente a sua "individualidade". Não é totalmente a natureza que te define, (Só por ela mesma, no caso. Muitos outros cientistas que criticam as ideias do Sapolsky falam que o livre arbítrio é algo muito além da metafísica e etc. E não só a parte biológica), porque ainda sim, existe a parte onde você cria "consciência" e um autoconhecimento...

A beleza efêmera da morte

     A vida e a morte são iguais, de certa forma. Iguais em questão de serem "efêmeras" e não "lados" ou coisas excentricamente "reais".  Nenhuma delas precisam pensar em ter um corpo (seja um corpo que é "descrito" como feio ou bonito) ou qualquer tipo de escolha que envolva "um lado" o tempo todo. Não precisam ser alguma coisa de fato, e isso se aplica a sua vida que ta sempre te questionando o que você é, se você é digno, se tu é um monstro ou uma coisa perfeita ou ótima, e isso enche muito o saco e perde até o sentido de reclamar disso algumas vezes, só fica horrível. O mundo fica entre coisas horríveis e coisas "extremamentes" bonitas e só. A vida fica boçal. Não sai do seu sofrimento ou do sofrimento do mundo em geral.   Há momentos apropriados para lidar com questões fora do seu controle. Encarar a realidade sem defesas é como gritar contra uma parede, sem resposta. A vida é um paradoxo que exige autoconhecimento, e a...

A matemática imperfeita da anatomia humana á perfeição

  A realidade não é certa nem matematicamente correta. A realidade humana foi moldada pela expectativa de perfeição e fracasso, de insignificância. Mas mesmo aqueles com o maior status e as maiores conquistas físicas e atléticas não conseguem alcançar uma satisfação de seus sucessos. A esfinge da vida os faz questionar se são verdadeiramente belos e dignos o suficiente para existirem neste vasto mundo. No entanto, eles ainda precisam encontrar sentido em suas vidas várias, e várias vezes.   A vida às vezes perde o sentido, isso é normal, mas a perfeição é uma musa ingrata que te transforma em um maníaco por seus próprios erros e fracassos, um ser que nunca encontrará o êxtase da perfeição e nem o significado da perfeição para si mesmo.   Os humanos são de uma beleza bizarra, assim como o mistério da vida. Mas não foram projetados para a perfeição, especialmente para criaturas que já falharam com a perfeição no início, pensando que a perfeição é o único sentido...

Seja arte, seja morto - Morto a insignificância

      "Seja arte, seja morto" - É comum dizer que a vida é cruel, que a vida é isto ou aquilo. Mas, se você parar para pensar, até mesmo o que se proclama como "ajuda", como a religião (qualquer religião) ou algumas filosofias como o existencialismo de Sartre, que coloca o peso da liberdade total sobre seus ombros, também te ferra um pouco. Todos têm um bom ponto, mas sempre te deixam em uma insignificância gigantesca, enquanto só o resto que é uma obra-prima. Meus parasitas, minhas pinturas, te ajudam a pensar com leveza sobre sua própria vida e a separar a grandeza do universo da sua existência inocente. Estar morto para a vida que te obriga a ser patético para ser uma arte em si mesmo. Uma obra-prima que também faz parte do universo. Um pequeno universo ambulante.   Este é o movimento da minha arte: estar morto para o mundo ao qual você não pertence e não controla. Ser a obra-prima e o artista que constrói a alegria de viver ao estar ciente de suas fraquezas ...