Quem é a Sangrenta?
Quem sou eu?
Eu quero te tornar imortal e não mais uma coisa efêmera.
A minha arte e a minha filosofia não querem embelezar nada, nem forçar alguma tristeza ou penitência a algum ser ou algum tipo de pensamento. A inexistência é bem mais existir do que não existir, ironicamente, e é basicamente viver nada além do que a sua alma toca e viver isoladamente do mundo aonde o sofrimento e o "alheio" (como sofrer algo e dizer que a vida é assim) é algo necessário. Não há vida sem a liberdade do mal e o bem simplesmente conviverem, mas não como lados opostos, e sim como um corpo só. Todo ser deseja, todo ser peca e todo ser faz o bem, sem perceber. E aquele que vive pendendo somente para um lado acabo vivendo em um mundo extremamente curto e efêmero.
O amor é algo ardido (mesmo que eu nem acredite no amor) e essa ardência é sempre pendida para um dos lados, causando alvoroço entre o bem e o mal. Não há amor sem a ardência mas também há o terror com um amor desentendido e apenas desejado. Há mal no egoísmo mas não há nada a se defender e viver sem ele. Não há alma, então não há ser para se descrever e oferecer para a vida. A inexistência é inexistir para somente um mundo. Uma realidade. Uma situação. E sem pensar na recompensa, no caso, na morte (mesmo falando sobre ela bastante). E, mesmo não aparecendo, eu não entendo de amor, não entendo da vida, não entendo de desejos e nem de simplicidade. Não ligo para nada e vivo com pouco, só de estar respirando é um tanto engraçado.
Então, me responda você: Quem é você? Uma pergunta clássica.


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