Não há muito o que dizer. Nem sou artista, nem sou uma coisa. Sou apenas uma fantasma que busca imortalizar as almas que passam pela estrada. Me chamo Sangrenta mais como uma sátira pelo meu gosto por sangue, pelas cores, pela morte em si e daquilo que não vemos mas com a simplicidade desse sonho todo que se parece tão distante de nós, estar simplesmente dentro de nós e nos construir, tal qual a vida canibal que sempre digo. Olhando para a morte você vê mais vida naquilo que IMPLICA que é vida. Costumo assinar como M.Sangrenta nas minhas obras relacionando com a lenda da Maria Sangrenta, mas o Maria serve mais como um título de alguém que só "quer saber disso" e que não vive de verdade.
A minha arte e a minha filosofia não querem embelezar nada, nem forçar alguma tristeza ou penitência a algum ser ou algum tipo de pensamento. A inexistência é bem mais existir do que não existir, ironicamente, e é basicamente viver nada além do que a sua alma toca e viver isoladamente do mundo aonde o sofrimento e o "alheio" (como sofrer algo e dizer que a vida é assim) é algo necessário. Não há vida sem a liberdade do mal e o bem simplesmente conviverem, mas não como lados opostos, e sim como um corpo só. Todo ser deseja, todo ser peca e todo ser faz o bem, sem perceber. E aquele que vive pendendo somente para um lado acabo vivendo em um mundo extremamente curto e efêmero.
O amor é algo ardido (mesmo que eu nem acredite no amor) e essa ardência é sempre pendida para um dos lados, causando alvoroço entre o bem e o mal. Não há amor sem a ardência mas também há o terror com um amor desentendido e apenas desejado. Há mal no egoísmo mas não há nada a se defender e viver sem ele. Não há alma, então não há ser para se descrever e oferecer para a vida. A inexistência é inexistir para somente um mundo. Uma realidade. Uma situação. E sem pensar na recompensa, no caso, na morte (mesmo falando sobre ela bastante). E, mesmo não aparecendo, eu não entendo de amor, não entendo da vida, não entendo de desejos e nem de simplicidade. Não ligo para nada e vivo com pouco, só de estar respirando é um tanto engraçado.
Então, me responda você: Quem é você? Uma pergunta clássica.
Comentários
Postar um comentário