O tempo que nos trai

Uma caveira segurando um relógio olhando para um relógio sendo segurado por uma mulher semi-nua com um grande véu vermelho e com cabeça de crânio com piercings segurando as correntes de um outro relógio surrealismo medonho

 O tempo é uma das coisas mais cobiçadas, ainda mais que o amor. 

 Ninguém controla direito e muito menos respeita o tempo mesmo tendo uma rotina sendo seguida a risca, nem mesmo eu que vivo o mesmo dia todo ano consigo respeitar o tempo fazendo as mesmas coisas de sempre que tanto gosto. Você almeja o tempo mas o tempo as vezes parece que não almeja você, e simplesmente continua a viver sem você, silenciosamente, enquanto você quem grita.

Veja como você suplica pelo tempo: esperando. Você espera que algo aconteça para você poder fazer alguma coisa. Morto mas aflito e não como uma arte, imóvel silenciosamente de uma forma imponente e gritante. E ai, é o jogo de controle: Quem controla quem? Quem comanda quem? O clássico da filosofia. Sempre tem alguém controlando enquanto o outro simplesmente obedece. O jogo da natureza. O tal do alfa que mantém a tropilha (não digo matilha pois a origem do tal alfa é na verdade dos cavalos e não dos lobos. Uma informação que aparenta ser inútil mas que fará sentido depois, acho). Você joga fora um bom tempo enquanto espera por um outro tempo. Quando é o início e quando é o final? É o tempo te traindo o tempo todo e é uma das coisas que mais ligo ao "ame a vida primeiro" que tanto digo.

Não há como amar qualquer outra coisa sem si amar primeiro, amar aquilo que a sua alma toca e foi produzida com. A vida te faz imortal, o resto mortal.

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